Os Caminhantes — A Sacerdotisa e a Imperatriz

Oraculo

O Caminho da Sacerdotisa

Mesmo sem reconhecer o local, este caminho imediatamente revela ser algo muito antigo, algo que ali está desde tempos imemoriais.

Embora nem sempre muito fácil de trilhar, pelas suas duras pedras do caminho, sua orientação nos leva ao alto, nos eleva, e as marcas do chão claramente deixam ver que milhares trilham a mesma senda. É fácil deduzir que busquem acolhimento, respostas ou revelações naquela edificação ao fundo, já que ela é, nesse estágio árido e descampado, o único teto que pode nos abrigar e onde podemos nos apoiar e mesmo reconectar com essa estabilidade ou sabedoria milenar. A isso em geral damos o nome de intuição.

Há, ao fundo, um encontro visual que sugere a interação subliminar e congruente entre masculino e feminino, entre a montanha mais escura e mais pedregosa e esta mais clara e com vegetação. Este é, portanto, o caminho do feminino ideal, ancestral, essencial ou fundamental, onde a mulher primeira, embora capaz de gestar, alça-se ao lugar de oráculo perene e nos oferece o estímulo à compreensão dessa força dentro de todos nós.

O caminho da Imperatriz

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Esta imagem nos mostra nuvens de chuva acima, em geral aliando-as à ideia de risco, sombra ou perigo, o que me diz algo de como vários de nós estão sentindo a vida.

No entanto, embora a ideia de futura chuva seja pertinente, o que há no presente é sol, um sol potente, dourando as espigas e garantindo a fartura da mãe Terra, um ensinamento básico para a existência, aliás.

Essa é a imagem da prosperidade, alimento e nutrição, acolhimento, sexo, gestação, parto, mãe efetiva, mulher regrada e regradora. E, sim, ela será sempre um porto seguro, mesmo diante da chuva, pareça-nos ela sombria, ameaçadora ou não…

Adaptado: El Tarot Luminar

By Rosi Guimarães

Os caminhantes – O louco e o Mago

O Caminho do LoucocaminhoLouco-300x225

Este caminho é antes de qualquer coisa fora do comum, do padrão. É também criativo e desafiador. As curvas do penhasco sugerem idas e voltas ao bel-prazer, apenas por ser divertido. No entanto, ele não se perde em si mesmo: deixa ver que há sempre mais, quando vamos em frente.

O verde dos penhascos são organismos vivos e o caminho reflete a beleza de cada coisa viva. O Louco também rege o inesperado e creio que é justamente nessa interação sem raízes, nessa leveza do andar, que o imprevisível passa a ser uma possibilidade.

É um caminho atraente, mas, afetivamente ou emocionalmente não convida a ficar. Afinal, tantas curvas juntas, se vividas permanentemente, tendem a perturbar o equilíbrio. No entanto, é nos caminhos do Louco que reaprendemos a humildade de abrir mão do controle racional, a ouvir nosso instinto, a sair do rebanho igualzinho, a nos divertirmos fora da rotina e a expressar algo nosso genuíno.

O Caminho do Mago

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A vereda do Mago mostra claramente um ponto de partida: há um centro de onde tudo parte, um centro onde nós nos vemos, antes de dar o primeiro passo em qualquer direção. Há várias possibilidades para avançar, cada uma delas bem marcada e também sugere que a escolha será sempre pessoal, pois define uma parte importante de nosso futuro. Mais comum na juventude, essa situação na verdade repete-se vida afora, mas em qualquer idade cronológica será um momento que vai sempre demandar jovialidade de mente, autoconfiança, impulso e fé no poder pessoal, caso contrário ficaríamos para sempre estagnados nesse ponto inicial.

A natureza ao redor é fruto de jardinagem, não é selvagem; há planejamento, há projeção. Mas antes de sair caminhando, o local oferece a arte de brincar nos desenhos do centro. Dentre outras coisas, o Mago nos ensina a rejuvenescer a mente e a aplicar isso na maneira como lidamos conosco e com nossas possibilidades de caminho.

Adaptado: El Tarot Luminar

By Rosi Guimarães

Uma Jornada pelos Arcanos Maiores – Parte Final

Shadowscapes Tarot

Shadowscapes Tarot

Na carta da JUSTIÇA. O herói precisa agora avaliar problemas morais para si mesmo. Necessitará da ajuda dela para pesar e cotejar questões difíceis. Em seguida vem O EREMITA, que carrega uma lanterna. Se o herói já não puder encontrar a iluminação que procura dentro de uma religião estabelecida, esse frade pode ajudá-lo a encontrar uma luz mais individual.

A carta que se segue a O EREMITA é A RODA DA FORTUNA, símbolo de uma força inexorável na vida que parece operar além do nosso controle e com a qual teremos todos de chegar a um acordo. A carta seguinte, chamada A FORÇA, apresenta uma dama domando um leão. Ela ajudará o herói a enfrentar sua natureza animal. É possível que o enfrentamento inicial não seja de todo bem sucedido, pois, na carta seguinte, O ENFORCADO, vemos o moço pendurado de cabeça para baixo por um dos pés. Dá a impressão de não estar ferido, mas, pelo menos de momento, está completamente desamparado, imóvel. Na carta seguinte ele enfrenta A MORTE, figura arquetípica diante de cujo alfanje todos nos vemos desamparados. Mas na carta final da segunda fileira, A TEMPERANÇA, surge uma figura prestimosa. É um anjo ocupado em deitar o líquido de um vaso em outro. Nesse ponto, as energias e esperanças do herói voltam a fluir, numa nova direção. Antigamente, ele estivera empenhado em libertar se da compulsão dos arquétipos na medida em que eles o afetavam pessoalmente no mundo dos seres e eventos humanos, e em estabelecer um status para o ego no mundo externo. Agora ele está pronto para voltar suas energias mais conscientemente na direção do mundo interior. Ao passo que antes buscava o desenvolvimento do ego, sua atenção volta-se agora para um centro psíquico mais amplo, que Jung denominou o Eu.

Se definirmos o ego como o centro da consciência, poderemos definir o Eu como o centro que abrange toda a psique, incluindo tanto o consciente quanto o inconsciente. Este centro transcende o “euzinho” insignificante da percepção do ego. Isso não quer dizer que o ego do herói deixará de existir; quer dizer simplesmente que ele já não o experimentará como a força central que lhe motiva as ações.

Doravante o seu ego pessoal se dedicará, cada vez mais, a prestar serviços além de si mesmo, o herói perceberá que o seu ego é tão só um planetazinho que gira ao redor de um gigantesco sol central – o Eu.

Ao longo de toda a jornada o herói terá tido vislumbres desse tipo de introvisão; mas à proporção que lhe seguirmos os passos através dos arquétipos seguintes, veremos a sua percepção dilatar-se e a sua iluminação aumentar. A carta seguinte é O DIABO. Representa Satanás, a infame estrela caída. Toda a vez que esse sujeito chega inesperadamente ao nosso jardim, traz consigo, quer queira quer não, um lampejo de luz, como veremos quando o estudarmos mais tarde. As quatro cartas seguintes, chamadas A TORRE, A ESTRELA, A LUA e O SOL, retratam várias fases de iluminação em ordem ascendente. A carta que se segue as quatro denomina-se O JULGAMENTO. Aqui um anjo com uma trombeta irrompe na percepção do herói num glorioso esplendor de luz para despertar os mortos adormecidos. Na terra, embaixo, um moço levanta-se do túmulo enquanto duas figuras mais velhas se vêem por perto em atitudes de prece e de assombro diante do milagroso renascimento.

Com a carta final da série do Taro chamada O MUNDO, o Eu, agora plenamente compreendido, é representado como um gracioso bailarino. Aqui todas as forças antagônicas com que o herói vem lutando unem-se num mundo. Nesta última figura do Taro, o bom-senso e o despropósito, a ciência e a magia, o pai e a mãe, o espírito e a carne, todos fluem juntos numa dança harmoniosa de puro ser.

Inspirado em Jung e o Tarô – Sallie Nichols

By Rosi Guimarães

Uma Jornada pelos Arcanos Maiores VII

A carruagem

Shadowscapes Tarot

Na carta número sete, chamada O CARRO, encontramos um veículo para nos transportar em nossa jornada, pilotado por uma jovem.

Ela é o símbolo da vitória alada, a deusa grega Nike ou a celta Maeve.  Ela vem varrendo os céus, confiante e segura de si. Ela convocou os unicórnios das profundezas do mar. Eles a servem de bom grado, curvando-se como nunca a sua natureza, tal a pureza de suas intenções. As marés dos oceanos são domadas, sob as rodas de sua carruagem encantada. As brilhantes ondas rugem com a força do mar, mas ela dirige seus unicórnios em toda a faixa brilhante, e as ondas caem ainda antes dela e em um caminho espelhado de repouso e brilho. O movimento agita o silêncio em que geralmente se encontram os habitantes das profundezas. Por baixo, os espíritos do oceano sussurram para o deus do mar, e em um redemoinho aquático, eles dançam, eles vêm para a superfície, para cumprimentar alguém cuja força de vontade e domínio é tão inegável quanto a ser capaz de superar até mesmo a fúria selvagem e natural dos mares.

Tem você esse poder pessoal? Esse é o momento de desenvolvê-lo! Essa é a hora de estar no comando de sua própria vida!

By Rosi Guimarães

O Carro

O Carro marca a dualidade da vida. Na carta, uma carruagem é puxada por dois cavalos, um deles branco, representando o bem, e o negro, representando o mau. No palco, as duas forças erguem suas asas sobre as bailarinas, e em dado momento, assistimos a tensa cobiça do mal sobre o bem, dançando a divisão do caminho que tentará a todos mais cedo ou mais tarde.

By Rosi Guimarães

Entradas Mais Antigas Anteriores

CURRÍCULO:

CERTIFICADA COMO CATR PELO THE TAROT CERTIFICATION BOARD OF AMERICA.
CERTIFICADA EM TELEPSIQUISMO, DEFESA PSÍQUICA, CHAKRAS, TÉCNICAS DE REPROGRAMAÇÃO MENTAL PELA UNIDARMA.
MESTRA EM REIKI, SISTEMA USUI E THE WAY OF THE HEART.
FORMADA EM MAGIA, AROMATERAPIA, TERAPIA DOS FLORAIS E ORÁCULO DAS VELAS PELO BUZZERO.
INICIADA NO SAGRADO FEMININO PELA TERAPEUTA LUCI PORCINO.
SACERDOTISA DA ORDEM DE MELQUIZEDEK.


Cartas na Mesa

O Tarô na vida e no cotidiano

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"Não existe amor mais sincero do que aquele pela comida." George Bernard Shaw

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