O Carnaval e o Tarô

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É carnaval! A carta do Tarô que tem mais a ver com o carnaval do meu ponto de vista é a lâmina: ‘O Louco’.

Esse Arcano representa fantasia, ousar sair da rotina, brincar, ser criança, irreverência, enfim, fazer algo que durante o dia a dia geralmente deixamos de lado, seja por medo, convenção social ou vergonha.

Quando criado, ‘O Louco’ representava o bobo da corte cuja função era divertir seus reis com piadas e brincadeiras. Era uma figura respeitada porque, apesar da forma cômica com que falava, muitas vezes dizia verdades.

Hoje podemos relacionar este Arcano com palhaços, crianças, atores de comédia e a todos ambientes que tragam alegria e diversão, como os parques de diversão, os circos, etc. Mas, infelizmente, o que não falta é desculpas para deixarmos dentro do armário esse lado ‘louco’ que existe em todos nós.

O Carnaval é uma época para soltar as fantasias, com moderação, mas sem se preocupar com o que os outros vão dizer. É carnaval e quem curte a festa quer idealizar, sonhar, se expressar de maneira geralmente não exercitada no resto do ano.

O importante é que durante esses dias recebemos um convite para sermos felizes; para nos divertir. Portanto: saíamos, brinquemos, sonhemos que somos reis e rainhas, fadas e magos, pois tudo é efêmero e na quarta-feira de cinzas a realidade estará de volta e quem não brincou… bem,  só no ano que vem!

Shadowscapes Tarot

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O Sígno de Libra e o Tarô

Libra

 

Sem limites para a paixão…

Libra, o sétimo signo do zodíaco (de zodion = animal), é o único não representado por um ser vivo – seu símbolo é uma balança – coisa a primeira vista estranha, tratando-se do signo regido por Vênus, a deusa do amor e dos relacionamentos!

Mas a escolha desse símbolo se explica: a balança tem dois pratos e a posição de cada um deles é sempre definida em relação à posição do outro. Quando um dos pratos está mais pesado, desce e o outro inevitavelmente sobe.

E o que é o relacionamento se não a união de duas partes cuja identidade é sempre tomada por referência à outra? Alguém pode ser homem – esta condição tem um significado completo em si mesmo; mas ser marido só faz sentido se houver o outro prato da balança – a mulher!

Toda relação entre pessoas é para Vênus-Libra uma cooperação, um jogo e uma guerra, em Libra os movimentos são mais ágeis, adaptados constantemente à reação do outro, como as jogadas num tabuleiro de damas. Aqui é quase tão grande a consciência do outro como a consciência de si mesmo – nós jogamos, porque eu jogo, você joga. Em busca de equanimidade faz com que esse signo não represente o melhor terreno para a manifestação do Sol – que se derrama, espalha-se, às vezes, invadindo o espaço alheio.

Já Saturno, para quem “limites” é uma palavra chave, tem em Libra o signo de sua exaltação. O objetivo é deixar os pratos da balança da mesma altura, cada qual se disciplinando o suficiente para atingir o difícil equilíbrio. Em Libra vem à tona uma faceta de Saturno: a consequência.

Uma jogada gera a jogada seguinte do parceiro/adversário, pois amor com amor se paga.

É possível que este nativo seja magnetizado mais facilmente por um amor equilibrado, onde possa demonstrar com tranquilidade todo o seu carinho. Mas nada impede que o signo de Libra acabe balançando nas gangorras de um romance livre e de emoções intensas como as da paixão.

Para o libriano a coisa mais importante é o contato com as pessoas. Busca sempre um relacionamento feliz e harmonioso e para tanto, não mede esforços. Gosta de conversar e discutir amigavelmente, tendo argumentos para tudo. O relacionamento com os outros é seu forte. É o signo do equilíbrio.

O libriano é uma pessoa acessível e afável, sua gentileza salta aos olhos, é refinado e detesta ambientes bagunçados ou desarmônicos. É racional e, por vezes, indeciso, leva sempre em conta o ponto de vista alheio.

Ligado à beleza e também à luta, pode ser manipulador e superficial. Seu grande desejo de justiça faz com que pese demais os prós e os contras, caindo na indecisão.

Mitologia: Este signo tem pouco referencial mitológico, talvez pelo fato de ser o único representado por um objeto inanimado. Alguns associam Libra à balança de Osíris, usada para pesar as almas. Outros associam o signo a Júlio César, aclamado por seu senso de justiça.

O signo de Libra está associado ao mito de Têmis (Pallas Athena), deusa da Justiça, filha de Celo e da Terra. Têmis queria a toda prova manter sua virgindade, mas Júpiter conseguiu desfazer seu intento, o que a fez dar à luz Astreia. Têmis é a personificação da justiça, das leis e dos costumes. Presencia as deliberações dos deuses e dos mortais. Todos os tratados são postos sob sua imediata proteção. Era representada com uma balança na mão (símbolo da ponderação, da equidade e da harmonia) e com uma venda nos olhos, representando a imparcialidade que deve reinar nos julgamentos.

É comum relacionar o arcano da justiça ao signo zodiacal de Libra. Ele representa a função interior justiceira que põe em movimento todo um processo psíquico (ou psicossomático) para determinar o castigo do culpado, partindo já da ideia de que “a culpa não é, em si, diferente do castigo”.

Também se atribui à balança uma função distributiva entre bem e mal, e a expressão do princípio de equilíbrio. A espada, por sua vez, representa a sentença, a decisão psíquica, a palavra de Deus.

 Informações retiradas do site:http://www.clubedotaro.com.br

By Rosi Guimarães

A Justiça

Coreografia que representa a carta da Justiça, onde as bailarinas dançam vendadas com a espada.

Os Caminhantes — parte final!

O Caminho D’ O Sol –>Esta imagem é como um recanto ou jardim circular à beira do caminho; ao mesmo tempo oferece proteção e espaço para soltar a alegria, brincar ou apenas estar a salvo das vibrações que vem de fora. Sobre esse macio tapete de grama um casal pode liberar-se ao amor, um grupo pode divertir-se num pic-nic , uma noiva original pode festejar seu casamento, uma dupla de bons amigos pode manter-se longe de estilingues rivais, um profissional pode curtir seu sucesso e prestígio rodeado de seletos amigos ou colegas, sem se preocupar com as invejas e maledicências de seus concorrentes.
Nesse espaço privado, os raios de sol inundam a clareira e agem como um escudo, aliados às árvores, quase sentinelas naturais.  O sol é (quase) sempre bem-vindo, pois seu calor aquece corpo e espírito, e sua luz, ao contrário da lua, amplia até onde podemos ver. Porém, essa mesma luz pode ser uma armadilha. Caso o fulgor seja excessivo, melhor adentrar nesse círculo com cuidado, pois muito esplendor pode, no fundo, impedir-nos de ver realmente.
 Acima de tudo, evidentemente, a luz do Sol, se encarada soberbamente de frente, pode levar à cegueira. Se o herói se perder nas celebrações deste arcano ou confundir-se nas vagas da arrogância sempre possível em todo regozijo, aprenderá que quando o brilho do sol não é tratado adequadamente, o resultado é uma queimadura profunda ou uma sombra mais negra.

 O Caminho do Julgamento –> Esta carta tem como um de seus significados a renovação e como a flor no caminho d’O Julgamento reflorescemos e nos renovamos. Podemos recolher e reunir nossas partes antes perdidas, fragmentadas ( partidas pelo caminho, quando descobrimos que tudo é mutável, momentâneo e passageiro) ou que foram vividas separadamente e, como ao finalizar um quebra-cabeças, finalmente podemos ver o todo congruente, incluídos nossos acertos e erros passados e suas consequências. Embora já não seja possível modificá-los, podemos ver que eles fazem parte do desenho final. E agora podemos compreender que foram eles, na verdade, que nos trouxeram até onde chegamos e que formam o ser integral que hoje  somos.

 O Mundo –> O que vemos aqui é a vereda de um casamento, com flores coloridas e um arco enfeitado: a representação de um portal para uma nova vida. É um evento que evoca júbilo, celebração, amor, compartilhamento, alegria, festa, dança. Tudo num  local único, que soma mar, terra, ar e fogo, simbolizando uma integração perfeita.  Os seres que aí se casam, devem, antes, casar-se consigo mesmos, ao invés de buscar esse êxtase unicamente na realização do complemento com o outro. Aquele que se une a outro sem antes estar unido a si mesmo expõe-se à dissolução- tanto do outro, como de si próprio. Querer tudo a um só tempo, sem estar previamente bem centrado, escancara a sombra deste arcano: a dispersão. E o mesmo se aplica a relações de trabalho e de amizade, planos de viagem, desejos de mudança em geral etc.

 Portanto, na minha visão, este é, acima de tudo, o caminho do automatrimônio. “Autocasar” significa aceitar um compromisso de vida consigo mesmo e então celebrá-lo como a tão procurada harmonia entre nós e o mundo. Para isto viemos cobrindo todas as etapas anteriores; para isto fomos vivendo todos os arcanos e seus ensinamentos. Podemos dizer que, aqui, o ser que finalmente se reuniu e reconheceu n’O Julgamento, encontra o ambiente propício para festejar esse alinhamento.

O Mundo nos diz que é hora de  fazermos de nós mesmos nosso projeto de vida e assumir isso, amando-nos e respeitando-nos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, por todos os dias de nossa vida, até que a morte, da Terra, nos separe.

Adaptado: El Tarot Luminar

By Rosi Guimarães

Os Caminhantes — A Torre, A Estrela e A Lua.

Torre

A TORRE ANTIGA DA FORTALEZA
© Stefanphot… | Dreamstime.com

A Torre é mais conhecida como um inesperado abalo ou choque profundo que destrói as estruturas conhecidas. Porém, para que isso ocorra, antes foi necessário que o herói (heroína) a construísse. Afinal, não há como cair, se antes não tivermos nos alçado ao alto, e toda subida tem em si a potencialidade da queda, algo sobre o que raramente ponderamos antes de correr em direção “aos céus”.
 Para mim ela não necessariamente prenuncia o abalo, mas sim aparece para ensinar que, se insistirmos em permanecer fechados no nosso mundinho construído, o abalo será inexorável, essencial ao despertar. De qualquer forma, ela é uma etapa difícil, pois é mesmo muito complicado despertar para a realidade, se justamente dela nos afastamos deliberadamente, embora nem sempre conscientemente. E, em grande parte das vezes, só o choque ou a dor são capazes de nos tirar de ilusões que parecem tão reais. Nesse momento e somente nesse, é que percebemos, com dor, que nada é eterno…nada é ancorado para sempre…tudo é mutável, tudo são castelos de sonhos ou como diria Cervantes : moinhos de vento…
 O que logo chama a atenção na imagem é que tudo foi laboriosamente construído: pedra a pedra, essa vereda foi sendo assentada; tijolo a tijolo, cada parede da torre subiu em direção ao céu, como se quisesse dominar o infinito ou alcançar a Deus. E, lá em cima, uma guarita ou sala – de onde deveria ser possível manter algum contato com o mundo aqui fora.  Quem aí se fecha fica desconectado da realidade.
Parece ser que quem a construiu planejou tudo em detalhes e, uma vez pronta, aí se encerrou, como se não houvesse mais nada a fazer ou a descobrir. É uma representação de que seu autor presume saber tudo o que há para saber, por isso fecha-se em suas pretensas verdades, inflexíveis e imutáveis.
No entanto, um isolamento originado por esse autocentrismo, por essa  ausência de interação e de dinâmica, automaticamente condena o herói a devorar-se para sobreviver e, portanto, fatalmente acelera ou aciona o germe de seu próprio fim.
Essa torre fala dos alicerces que assentamos ao longo da vida, quando consideramos algum princípio ou parâmetro como verdade cabal e a isso nos apegamos sem deixar margem à possibilidade de trocá-lo por algo mais adequado ao momento presente.
A vida é movimento e, se nos tornamos indisponíveis para a revisão de nossos mandamentos internos, no fundo apenas estagnamos.
Autonomia, certeza dos próprios princípios e mesmo iluminação, são conquistas e descobertas pessoais. Se insistirmos em que isso deve ser a única verdade, indiscutível e fechada para todos, torna-se apenas tirania, prepotência e, na verdade, loucura. Quando isso acontece, o mistério que rege a vida na Terra automaticamente age, derrubando-nos e trazendo nosso olhar de volta ao chão, ao concreto, à realidade.

O Caminho da Estrela –> O trem passa (e podemos imaginar que vários passaram e muitos continuarão passando, mesmo depois que ela embarcar), enquanto a mulher espera o que a levará ao seu destino. Ao invés de ansiosamente olhar o trem ou angustiar-se por não ser “o seu”, ela, tranquila, lê; ocupa-se com algo de seu interesse, enquanto aguarda.
A linha amarela é um alerta: enquanto o trem não estiver parado, mantenha distância.
O que faz com que ela possa manter-se tranquila parece ser a certeza de duas coisas: 1 – ele virá; 2 – ela chegará aonde quer ir no tempo certo.
Para mim, isso é o mesmo que dizer que ela tem fé. No fundo, fé não é acreditar em algo que outros dizem, especialmente quando eventualmente contraria nossa própria razão. Fé tampouco é aceitar ideias que vem de experiências alheias e nem mesmo apenas ter certeza, mas, antes, sentir profundamente uma certeza particular. Fé, na verdade, é uma conquista pessoal.
Quando acreditamos intensamente em algo, na verdade já estamos vibrando nessa direção, como se algo em nós percebesse ser capaz de projetar, no concreto, essa realidade interna. Esperar tendo essa certeza é ter esperança, como esta carta é conhecida no tarô egípcio.
No entanto, como na imagem, precisamos aprender a compreender o que faz cada  momento ou cada evento. O que nos é possível controlar deve ser feito: sair de casa em tempo hábil, vestir-se adequadamente ao clima, levar um livro ou revista para tratar, alimentar ou distrair terapeuticamente a mente, saber com clareza o lugar ao qual queremos ir. Então, temos apenas que esperar que as condições que não podemos controlar sejam convergentes e condizentes com nosso objetivo, trazendo o trem certo ao nosso propósito, o “nosso” trem. Mas, justamente, porque sua vinda não depende unicamente da nossa vontade, temos que compreender que talvez venha cheio demais e isso nos obrigue a esperar por outro, ou pode ser que se atrase um pouco. Portanto, temos que considerar a possibilidade de que, uma vez que aconteça, ainda assim nem sempre será exatamente como imaginamos.

Assim vejo o caminho d’A Lua:  a princípio, um tanto assustador, tanto pela presença de plantas estranhas, quanto pela dificuldade de enxergar claramente. Ao mesmo tempo, é inegável seu poder de atração. Podemos ter até mesmo a sensação de que, ao passear por ali, seremos envolvidos e realçados pela magia contida no misterioso.
Este arcano abrange nosso inconsciente que, justamente por ser em geral tão rejeitado, torna-se mais e mais um lugar interno sombrio e atemorizante. Aí residem nossas fantasias, temores antigos, desejos secretos, sonhos esquecidos, anseios negligenciados. Caminhar por aqui demanda alguma coragem, sem dúvida, mas exige, antes, o desejo genuíno de saber quem somos em níveis mais profundos, o desejo do auto conhecimento. No entanto, sendo o limiar entre loucura e lucidez tão tênue, há sempre o risco de nos perdermos no aconchego do imaginário e entendermos a ilusão  como garantia de poder.
Aqui encontramos o lírico e o poético que tornam a vida mais bela. Porém, se estivermos despreparados, isso nos parecerá superior à realidade, quando na verdade apenas a complementa e não pode, portanto, a ela sobrepor-se.
Por tudo isso se diz que esta carta fala de romance, aventura, perigos, ciúme ou loucura, poder e desafios. Mas, quando nesse universo adentramos bem centrados, as descobertas que ele nos possibilita enriquecem imensamente nosso caminhar diário.

Adaptado: El Tarot Luminar

By Rosi Guimarães

CURRÍCULO:

CERTIFICADA COMO CATR PELO THE TAROT CERTIFICATION BOARD OF AMERICA.
CERTIFICADA EM TELEPSIQUISMO, DEFESA PSÍQUICA, CHAKRAS, TÉCNICAS DE REPROGRAMAÇÃO MENTAL PELA UNIDARMA.
MESTRA EM REIKI, SISTEMA USUI E THE WAY OF THE HEART.
FORMADA EM MAGIA, AROMATERAPIA, TERAPIA DOS FLORAIS E ORÁCULO DAS VELAS PELO BUZZERO.
INICIADA NO SAGRADO FEMININO PELA TERAPEUTA LUCI PORCINO.
SACERDOTISA DA ORDEM DE MELQUIZEDEK.


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